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25 de outubro de 2024 Mais uma traição de Lula
Não é a primeira vez que o Brasil, sempre
girando "na órbita do colosso do Norte”, foge covardemente à sua
responsabilidade de se aliar aos seus vizinhos do continente e trai
aqueles que também vivem sob o mesmo jugo ianque. Sob a capa de uma
suposta liderança na América Latina, o nosso país tem sido um traidor
recorrente da Pátria Grande proposta por Simón Bolívar e vem
sistematicamente sabotando os projetos de integração da América Latina. Nosso malsucedido
Bananão, longe de se integrar
e promover a unidade latino-americana, tem sempre atuado historicamente
desta forma, e não podemos esquecer a nefanda Guerra do Paraguai em que
– sob o comando da Inglaterra – as nossas forças armadas do Brasil
Império mataram
mulheres e crianças e contaminaram os rios com tifo e cólera a serviço do
imperialismo anglo-saxão.
Hoje se pergunta: por que estaria Lulinha da
Silva, a pretexto de defender os princípios democráticos, se opondo à
entrada da Nicarágua e da Venezuela nos BRICS+? Em troca de um assento
no Conselho de Segurança? Ou por que espera conquistar os eleitores de
direita no pleito municipal do próximo domingo? Mas por que não se opôs à entrada da Arábia
Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Egito, os quais não se pode considerar
como exemplos modelares de democracia? Sempre com anseio de serem colocados entre os
mais poderosos que nos oprimem, os governos de nossa História têm
consistentemente traído os nossos vizinhos e, ao invés de fortalecer os
laços que nos unem na região, vêm optando por acordos bilaterais que nos
submetem aos EUA e frequentemente comprometem a nossa já fragilizada
soberania. O fracassado governo de Lulinha da Silva não
fugiu a este paradigma e também traiu os seus antigos aliados como,
aliás, já vem fazendo em relação aos eleitores que o escolheram (?) há
dois anos. Em um ato de vergonhosa vassalagem e, pior
ainda, sob a esfarrapada desculpa de um acidente doméstico - que
levantou suspeitas entre muitos jornalistas internacionais - não
demonstrou sequer coragem de enfrentar o seu homólogo venezuelano, e
deixou de comparecer à reunião em Kazan para não ser obrigado a
confrontá-lo quando este lhe pedisse maiores explicações. Ou, por outra: teria sido esta condição que os
democratas de Washington (Biden, Blinken et alii) tenham estabelecido
para retirá-lo da prisão em Curitiba e o recolocado no provisório trono
presidencial? Como político experiente que é, Lulinha da Silva deve ter consciência de que entre todos os crimes que a política tolera há um que dificilmente é esquecido: a traição. Temos, inclusive, uma palavra para isto, na verdade uma gíria, que certamente ele não gostaria de receber como epíteto: traíra. Talvez acredite que a memória do povo é curta –
o que é verdade – e que com a entrada de novos membros nos BRICS+ irá
encontrar um semelhante na figura de Recep Tayyip Erdogan, outro notório
traidor que a despeito de seus inúmeros crimes vem mantendo uma longa
carreira política como a sua, mas seus adversários no Brasil não
esquecerão o triste papel que agora protagoniza. Pior ainda, poderá ser visto, até mesmo por seus
parceiros da organização, como um cavalo de Troia ou alguém preparado
pelo imperialismo americano para implodir a nascente aliança dos BRICS+.
No entanto, se conseguir escapar das inúmeras
tempestades políticas que irá enfrentar no futuro próximo, que
certamente serão armadas pelos seus próprios aliados, terá que
responder – ou aquele que indicar como seu sucessor – aos mais de
sessenta milhões de eleitores que o escolheram para mudar a política de
seus antecessores por que não reviu a privatização da Eletrobrás e vem
cortando verbas da saúde e da educação, ao mesmo tempo em que favorece os
bancos e o capital estrangeiro.
Sérvulo Siqueira
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