20 de setembro de 2020

Cuidado! Há um jaleco branco na porta principal!

                                    

                                      Agora, não serve mais para nada. Só serve para

                                        ser lançado fora ou, então, entregue aos médicos.

                                                        Heráclito de Éfeso (século V A.C.)

 

Mais de 2.500 anos se passaram desde que o pensador pré-socrático emitiu estas palavras. E, ainda hoje, elas não deixam de ser verdadeiras. Na realidade, ainda mais pertinentes do que naqueles tempos. Afinal, a despeito de toda a organização política e econômica da sociedade grega de então, muitas instituições ainda não haviam surgido e pode-se dizer com certeza que hoje elas contribuem de forma decisiva para que estas coisas ainda persistam. Os jornais New York Times, Washington Post, Folha de S. Paulo e as Organizações Globo assim como as fundações Ford e Rockfeller, Bill e Melinda Gates não podiam ser descortinados no horizonte; a Pfizer, a Glaxo, a Johnson & Johnson, a Novartis, a Merck, a Roche, a Sanofi, a Bayer e a GlaxoSmithKline não haviam se transformado em gigantescos laboratórios farmacêuticos, as novas tecnologias digitais não tinham sido inventadas e as instituições bancárias, se existiam, ainda não tinham adquirido o poder que têm atualmente.

E, entretanto, os médicos já exerciam a sua profissão, provavelmente em instalações que hoje pareceriam precárias diante das sofisticadas instituições hospitalares atuais.

O tempo passou e se, por alguma infelicidade nos dias de hoje, você ou alguma pessoa de seu conhecimento tiver necessidade de recorrer aos serviços dos chamados especialistas de saúde, o mesmo cuidado deverá ser adotado, a despeito dos inúmeros avanços tecnológicos de agora.

Se, por um infortúnio ainda maior, uma suposta autoridade médica recomendar a você ou a outrem a internação em uma dessas instituições para a realização de exames médicos, aí o risco será ainda mais grave. Isto porque, o período de internação em um destes lugares – mesmo que breve – poderá torná-lo vulnerável a uma das milhares de novas infecções hospitalares que eclodem a cada ano. Caso isso aconteça, o mais provável é que elas ocorram no trato urinário, nos pulmões e na pele ou decorrentes de processos cirúrgicos se, por uma infelicidade ainda maior, você ou seu ente querido tiver sido obrigado fazer uma cirurgia.

Esta dura realidade se tornou ainda mais assustadora com a emergência da pandemia Covid-19 (ou plandemia, como é vista por muitos) porque ao longo deste percurso doloroso haverá sempre o risco de uma contaminação do novel vírus, já que o imenso sistema de saúde tem necessidade de novas verbas e precisa acrescentar mais um número ao rol de infectados com a doença. Não importa que você ou outrem não a tenha desenvolvido em seu organismo: é preciso gerar um algarismo a mais para que a Folha de S. Paulo e a TV Globo possam proclamar todos os dias o aumento crescente da doença em nosso país e no mundo e, assim, obter mais recursos para o funcionamento desta gigantesca estrutura.  

Para serem verdadeiros, o que não costuma acontecer com frequência, esses órgãos de comunicação deveriam informar também que um grande número de infectados não apresentava qualquer sinal da doença quando procuraram a instituição hospitalar, tendo sido portanto contaminados a partir do fenômeno da iatrogênese (do grego iatros, médico e gênese, origem) após a internação.

Tudo isto tem uma razão de ser e não possui nenhuma relação com o desejo de trazer mais saúde e bem estar à população: na verdade, é exatamente o contrário. De um lado, grupos econômicos muito poderosos querem destruir todo um sistema produtivo e com este objetivo precisam infundir um medo pavoroso na população em relação a alguma coisa que ela não sabe exatamente como funciona. Como o cidadão comum não possui uma informação precisa sobre o que é um vírus, os meios de comunicação que também fazem parte desse conluio divulgam a palavra de “especialistas” que, num linguajar às vezes propositalmente pouco claro ou obscuro, decorrente em muitos casos da pouca capacidade do entrevistado, propagam um medo ainda maior nas pessoas. Naturalmente, estes mesmos meios de comunicação – Folha de S. Paulo, TV Globo e outros, por exemplo – não oferecem o mesmo espaço de tempo a inúmeros médicos e cientistas que consideram que não há razão nenhuma para as medidas rigorosas que estão sendo adotadas em relação a uma doença que não atingiu – mesmo com testes imprecisos e números propositalmente inflados − mais do 0,1 % dos habitantes do planeta. 

Como é preciso convencer as pessoas de que esses dados são de fato assustadores, os hospitais desempenham então o seu papel, atuando como um elemento de contaminação daqueles que necessitam de seus serviços. Resulta, então, que no momento em que os médicos decretam que o paciente foi contaminado pelo vírus – fato que comprovadamente se deu no interior do próprio hospital – este é transferido para outra unidade e, sob o argumento de que se deve evitar novas contaminações, é impedido de qualquer contato com seus entes queridos. Depois de expropriado em sua saúde, o pobre paciente é afinal expropriado em seu direito de ver e se relacionar com aqueles que mais ama.

Se por desgraça o paciente não sobreviver às sucessivas infecções hospitalares, o agente de saúde aponta a causa da morte como sendo a Covid-19, mesmo que este em mais de 90% dos casos não tenha desenvolvido a doença.

Como é possível que o hospital, que deveria ser a instituição encarregada de proteger o cidadão, se transforme no vetor de sua própria contaminação, criando assim uma verdadeira nêmesis medical – nas palavras de Ivan Illich − em que alguém seja punido por procurar o apoio daqueles que deveriam ajudá-lo? Pode-se debitar esta situação no rol da proverbial incompetência do estamento médico ou haveria uma outra razão para esta ocorrência? Quando ficamos sabendo que garotos ricos remuneram em até R$120.000,00 (cento e vinte mil reais) diversas pessoas mais capacitadas para que façam provas em seu nome ou que famílias abastadas pagam quase R$10.000,00 (dez mil reais) de mensalidade para que seus filhos se formem em medicina, começamos a perceber como a nossa saúde está sendo progressivamente expropriada pelos interesses do grande capital.

Tendo sido planejada ao longo de 40 anos, como afirmou recentemente Robert Kennedy Jr. em recente manifestação na cidade de Berlim, sabemos hoje que os fabricantes desta pandemia dispuseram de suficiente tempo e recursos humanos para estudar em profundidade a mente humana e se aproveitar de suas fragilidades, infundindo medo e insegurança no cidadão comum. Muitos psicólogos têm observado como a chamada síndrome de Estocolmo, em que o sequestrado se deixa sensibilizar pelo drama de seu sequestrador, faz com que as pessoas passem a se sentir morbidamente atraídas pelos efeitos de um vírus sobre o qual possuem muito poucas informações, mistificando o seu comportamento e atribuindo-lhe um poder desmesurado.

Não é por outro motivo que esta suposta pandemia – que um número considerável de especialistas considera apenas a variação de uma gripe – já esteja sendo chamada de Covid-1984, em razão da similitude entre o modelo distópico criado por George Orwell e as sofisticadas técnicas de controle totalitário que estão sendo adotadas para o combate da doença.

Por outro lado, como tem se tornado difícil convencer uma parte crescente da população do risco da doença e as resistências já começam a aparecer em vários países, o sistema de poder que está por trás da pandemia passa a recorrer de forma sistemática a medidas violentas que vão muito além das inócuas e desconfortáveis máscaras, do estabelecimento de uma distância maior do que 1,5 metro e da recente proibição de reunião de mais de seis pessoas na rua. Enquanto casas são invadidas na Austrália para prender aqueles que não se sujeitam a normas autocráticas, novas tecnologias estão sendo criadas para identificação – por meio de um celular – de pessoas infectadas, ao mesmo tempo em que se planeja o estabelecimento de áreas urbanas destinadas a possíveis contaminados e a criação de bancos de dados com informações sobre vacinados e não vacinados.

Por outro lado, os fabricantes das vacinas – que não fornecem nenhuma indicação que irão respeitar o tempo mínimo de maturação para o seu lançamento no mercado – veem o Brasil como uma grande bonança para grandes lucros e a população como uma dócil cobaia para a experimentação de seus insucessos.

No final dos anos 1960, Gotham City, uma canção de Jards Macalé e José Carlos Capinam, advertia para o perigo do totalitarismo representado pela ditadura militar de 1964-1985:

Cuidado! Há um morcego* na porta principal

Cuidado! Há um abismo na porta principal

Nos dias que correm, o morcego veste uma roupa de cor branca e está muito interessado em você para transformá-lo em um número. Melhor seria então dizer:

Cuidado! Há um jaleco branco na porta principal

Cuidado! Há um abismo na porta principal

                                                                                                                           Sérvulo Siqueira

* É sempre bom lembrar que uma das primeiras hipóteses levantadas como origem da Covid-1, na época chamada de SARS-Cov-2, foi uma sopa de morcego em Wuhan. Esta possibilidade foi rapidamente descartada e hoje muitos cientistas, como Luc Montagnier – descobridor do retrovírus da AIDS e prêmio Nobel de Medicina em 2008 – consideram que o vírus foi fabricado em um laboratório.

 

 

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