28 de agosto de 2012

 

Drogas, histeria e barbárie entre os novos cruzados do Ocidente na Síria e na Líbia

 

O Réseau  Voltaire divulga as imagens  de um massacre perpetrado contra uma família que se recusou a colaborar com os fanáticos muçulmanos armados pelos Estados Unidos, OTAN, Arábia Saudita e Qatar que estão no momento destruindo a Síria. Como já foi observado várias vezes, estes combatentes mercenários originários de outros países da região, são arrebanhados em regiões muito pobres, possuem um nível cultural e de escolaridade extremamente baixo e fazem do ofício de matar um instrumento da sua própria sobrevivência.

Como observa o jornalista Thierry Meyssan, dado o enorme grau de paroxismo e violência que a sua ação comporta, somente podem praticar estes atos depois de ingerir uma grande quantidade de drogas pesadas.

Em outro vídeo, registrado pela televisão Al-Jazeera, grupos de muçulmanos fanáticos e mercenários que participaram da derrubada do governo de Muammar Khadafi, usam um trator para destruir um mausoléu erigido em homenagem ao pensador sufi  Abdel Salam al-Asmar, que viveu no século XV. Assim como o mausoléu, o túmulo de al-Asnar foi reduzido a cinzas.

Em razão desta atitude de extremo barbarismo - atribuída a grupos salafistas, os mesmos que estão hoje cometendo atrocidades contra a população síria - o ministro do Interior da Líbia renunciou.

Nunca foi tão verdadeiro o lamento de Al-Maari,  poeta cego morto em 1057:

Os habitantes da terra se dividem em dois: aqueles que têm um cérebro mas não têm uma religião e aqueles que têm uma religião mas não têm um cérebro.

O destino nos demoliu como se fôssemos de vidro. E nossos destroços não se recomporão jamais.

 

Sérvulo Siqueira