A noite das fêmeas

 

Num teatro com vários palcos, ensaia-se uma peça em que quatro mulheres matam o rufião que as explora, celebram a sua vitória bebendo uma garrafa de vinho e morrem envenenadas. De repente, tudo passa do nível da representação para o da realidade.

As cenas são repetidas em ângulos diferentes, o som é duplicado em câmaras de eco, a imagem possui um ligeiro deslocado no fundo. Com estes recursos, o diretor Fauzi Mansur procura caracterizar o caráter da representação em Ensaio - A noite das fêmeas, revelando as suas nítidas preocupações formais.

A história apresenta pontos de contato com outros filmes - alguns deles importantes: as criaturas nascidas da imaginação de um escritor ganham vida - e no caso do filme em questão, depois morrem - e o universo da representação se desloca do seu delimitado espaço físico para o nível da realidade fenomênica das coisas e dos fatos.

Tais proposições seriam e são interessantes se se constituíssem em um meio de investigação da realidade que fosse além do simples exercício preciosista técnico-formal que o filme efetivamente apresenta.

Entretanto, o que se vê — a despeito do inegável esforço do diretor de dotar a sua obra de uma elaboração estrutural — é que as boas intenções se perderam na inocuidade do não ter o que dizer, na sensaboria do seu intelectualizado argumento.

A escola da pornochanchada parece estar desencadeando um processo semelhante àquele que durante muito tempo alimentou a indústria de cinema de Hollywood: alguns diretores brasileiros, à falta de bons argumentos, parecem se encaminhar cada vez mais para as virtuosismos de estilo e os truques de linguagem, procurando caracterizar como nobre e "artístico" um produto cujas intenções são sempre mais grosseiras.

Mas, ao procurar evitar o esgotamento inevitável da pornochanchada, através do brilhante exercício de um persistente rebuscamento realizado sobre o sofisticado argumento de Fauzi Mansur e Marcos Rey, A noite das fêmeas pode estar apenas fazendo o discurso escatológico do gênero.(SAS)

Publicada no jornal O Globo em 20 de março de 1977

 

A virgem da colina

 

Misturando idéias de O exorcista, A bela da tarde e outros filmes de sucesso, A virgem da colina não consegue ser mais do que um exercício amadorístico de cinema. Em mais ou menos 80 minutos de projeção, Celso Falcão narra uma história - na verdade, uma anedota - que talvez coubesse com melhor resultado - se maior talento e técnica houvessem - num curta-metragem.

O princípio do filme - além dos seus visíveis interesses de merchandising parece ser então esse: prolongar ao máximo a duração dos planos e seqüências, desde os inúmeros planos de ligação, desnecessários se o roteiro tivesse mais elementos do que uma simples historinha, até a montagem de vários retakes -tomadas de uma mesma cena realizadas para possibilitar ao diretor uma melhor escolha durante a montagem - ou de planos de cobertura - infindáveis ângulos da mesma cena representada.

Se o nível artesanal é precário, que poderíamos dizer então das idéias contidas na sua representação? Na verdade, técnicas e idéias estão imbricadas umas nas outras: os pobres artifícios usados pelo diretor na narrativa são o perfeito equivalente à sua falta de imaginação, que acredita que uma colcha de retalhos de temas atuais - como possessão demoníaca e infidelidades conjugais -possa se constituir no assunto de um bom filme.(SAS)

Publicada no jornal O Globo em 16 de dezembro de 1977

 

Amor não... ainda sou virgem

 

Poucas vezes o tema do amor entre adolescentes se prestou a uma visão tão grotesca quanto a desta pornochanchada italiana. O ridículo dos personagens, representados de forma caricatural, o patetismo das situações, inteiramente fora de compasso com a época em que vivemos, e a mais rotineira das intenções comerciais impedem qualquer juízo crítico mais elaborado.

Alguma coisa, um pequeno detalhe poderia, então, salvá-la? Não, nada, absolutamente nada escapa à contaminação do vírus da picaretagem que perpassa o filme. Nem mesmo os dois jovens protagonistas -  que talvez por serem jovens estariam mais imunes - resistem aos tiques da canastrice.

Enquanto isto, alguns bons atores veteranos como Valentina Cortese e Macha Meril funcionam apenas, lastimavelmente, como ponto de venda de um produto cuja função ou utilidade (simplesmente mercantil para seus produtores) não chega a justificar sua exibição.(SAS)

Publicada no jornal O Globo em 24 de maio de 1978

    

As amantes de um canalha

 

Made in São Vicente and Ilha Porchat. Com a característica de produto alienígena em sua própria terra, assim poderia ser apresentada mais esta produção de Tony Vieira. Estranho como produto da terra, ele não é  na verdade tão estranho assim. Seus padrões estão rigidamente concentrados no filme policial americano e seus  sucedâneos europeus. Assimilando este know-how, o cinema nacional não está pagando royalties em forma de dividendos. A evasão de divisas fica por conta de sua descaracterização, desfiguração e perda de identidade.

Se, como dizia Paulo Emilio Salles Gomes, "o mínimo denominador comum de nossa originalidade é a incompetência criativa em copiar", pode-se afirmar que Tony Vieira é - neste mister - um diretor razoavelmente competente, pois sua cópia é literal. Mesmo as chanchadas de outra época procuravam estabelecer um elemento local de consumo fácil que tornassem mais familiar o pastiche. Os personagens do filme de Tony Vieira são de figurinha, seus gangsters de fancaria e as mulheres que os rodeiam parecem saídas do teatro rebolado ou dos inferninhos da noite. Enfim, não se pode esperar nada de um pornopolicial que se diz brasileiro e cujas atrizes principais se chamam Claudette Jaubert e Caroline Lindsay. (SAS)

Publicada no jornal O Globo em 30 de novembro de 1977

 

As fêmeas do golden saloon

 

Coletânea dos mais grosseiros chavões da pornochanchada e do faroeste, esta produção européia merece os piores adjetivos. Do estado da cópia às legendas - que desconhecem as regras de gramática e acentuação - à encenação primária, ao argumento - grotesco e apelativo - tem-se a certeza de que este filme além de não ser digno de ser exibido, não poderia sequer ter sido produzido.   

Há um mocinho mascarado, uma espécie de Zorro vingador de cabaré, um juiz corrupto e naturalmente algumas mulheres nuas entre seqüências de tiros de festim. Bandidos e mocinhos demonstram não saber nem andar a cavalo, o que revela o processo como foram arrebanhados os atores. A paisagem, tampouco, parece condizente com as aventuras do oeste, mais se prestando talvez às práticas dos esportes de inverno. Na história, naturalmente, vence o mocinho, enquanto na sala de projeção a presença de um número razoável de espectadores já evidencia a vitória dos oportunistas que fizeram este filme.(SAS)

Publicada no jornal O Globo em 9 de fevereiro de 1978

 

Bandido!- a fúria do sexo

 

O cinema mais comercial brasileiro entra pouco a pouco na era da sofisticação e do desperdício. Carros velhos sendo jogados precipício abaixo, tramas policiais de espionagem e contrabando, ambientes luxuosos etc. Filho de uma artificial opulência - imitativa do modelo americano - sua tendência é suprir e preencher o espaço aberto pela legislação recente, de caráter mais favorável, apresentando filmes que tenham caracteristicamente os  mesmos padrões que informam o cinema estrangeiro.

Do grotesco da pornochanchada - onde nasceu - o cinema realizado por David Cardoso — diretor e produtor — foi se refinando ate chegar a este Bandido! - a fúria do sexo, o seu produto mais bem acabado. Este refinamento, no entanto, não é capaz de idéias novas e  vai buscar inspiração na criatividade e estilo do cinema de fora. No caso em questão, seu argumento parece calcado em Intriga internacional, de Alfred Hitchcock.

Fusão de padrões imitativos - diálogos sofisticados, macetes de imagens, violência, estranhos shows de boate, cenas de boudoir  com um apelo sexual que ainda predomina num cinema tributário da pornochanchada, sua perspectiva não esconde que — por trás do esforço em parecer um novo rico — está o primo pobre que de tanto imitar acaba por se  tornar uma caricatura de si mesmo. Não pode ser levado a sério.(SAS)

Publicada no jornal O Globo em 22 de fevereiro de 1978

 

Deu a louca nas mulheres

 

Alguns dos pornochanchadeiros parecem-se com aquele japonês que ainda continuava escondido nas selvas vinte e tantos anos depois da  Guerra ter acabado. Sua obtusidade, sua teimosia em reconhecer a falência do gênero, erigido como substitutivo e panacéia da comédia numa época mais tenebrosa da Censura, só pode encontrar uma explicação na sua vocação natural para o lado grotesco da  chanchada: eles não sabem fazer outra coisa senão esse tipo de cinema.

Este é o caso de Roberto Machado, contumaz realizador de filmes de produção barata e parcos recursos técnicos e de criação. Neste seu exemplar mais recente, a loucura do título parece ter contaminado o diretor. Sua história evidencia desconhecer - e na verdade, nem chega a tomar conhecimento do fato — as menores relações de realismo e verossimilhança. Sabemos  que estes conceitos fazem parte de um critério e uma lógica do narrador e estão na razão direta do tipo de informação que ele pretende passar. Falta-lhe, no entanto,  o mínimo de percepção de como vive uma secretária ou uma  vendedora de uma fábrica de roupas femininas intimas e a autocrítica necessária para perceber o ridículo de sua perspectiva machista.

É possível até que sua idéia da criação de um personagem antimachão, exposta por meio da atuação do cômico Zacharias, personificado como um misto do coelho Pernalonga  e um protótipo gay, pudesse ser debitado no rol dos lampejos interessantes. No entanto, a contrapartida da passividade de Zazo é o ativismo frenético e extremamente ridículo das mulheres caçadoras, o que dá bem uma medida do machismo do diretor. Sem falar no final, quando sugere - por meio da imagem das fitinhas cor de rosa vendendo tratores com amor - a aurora do mundo gay. Uma idéia a ser desenvolvida, não fosse o sonho de Roberto Machado a realização em caráter autobiográfico — caso ainda não tivesse sido feito — da pornotragicomédia O último machão.(SAS)

Publicada no jornal O Globo em 22 de fevereiro de 1978

 

Jecão... um fofoqueiro no céu

 

O Jecão de Mazzaropi é a antítese do Zé do Caixão de José Mojica Marins. Enquanto o estranho personagem papa-defuntos exorciza os demônios da fantasia popular, o simplório Jeca de Taubaté representa a summa do obscurantismo contido nestas crendices. Ou, então, talvez se alimente delas como pretexto para o seu discurso de conservantismo e de inação.

O que está por trás de Mazzaropi, do seu humor misógino e preconceituoso, é o imobilismo de velhas estruturas sociais. O caipira feliz é um mito que o êxodo rural se encarrega de desmentir.

Mas não só de importações vive a mitologia arquetípica do Jeca de Mazzaropi. Seu produto, embora estruturado em termos redundantes e convencionais, necessita permanentemente do "-novo" de inspiração urbana. Depois de passeios sentimentais na Europa dos ancestrais portugueses, das paródias dos bangue-bangue italianos, seu pretexto agora são as fantasias criadas em torno da Loteria Esportiva.

Mais uma vez, então, seu personagem repete — como na sessão de segunda-feira do cine Copacabana onde algumas poucas crianças forçavam o riso — seu humor canhestro de onde só restou, tristemente, o andar desengonçado, contribuição do ator à criação de Monteiro Lobato.

À passagem dos fotogramas do filme, veio â lembrança a festa de lançamento da película, onde o Jecão, agora encarnado no bem-sucedido produtor Amacio Mazzaropi que envergava um smoking, ensaiava velhos brocardos e festejava, antecipadamente, mais um sucesso de sua carreira de explorador da boa fé do povo.(SAS)

Publicada no jornal O Globo em 28 de setembro de 1977

 

O mulherengo

 

Do cinema da Boca do Lixo, irrompido em São Paulo no limiar dos anos 70 e esgotado após sua explosão anárquica, surgiria uma outra variante de filmes. Nascida de uma euforia desenvolvimentista ela se manifestaria, como afirma Paulo Emilio em um celebrado ensaio, "sobretudo em comédias ligeiras - também em um ou outro drama epidérmico - situados quase sempre em invólucros coloridos e luxuosos que espumam prosperidade". Segundo o grande pensador brasileiro, seu estilo estaria "próximo dos documentais publicitários cheios de fartura, ornamentados por imagens fotograficamente positivas do ocupado e pelo bamboleio amável de quadris nas praias da moda, dentro da fórmula de que hoje o circo complementar do pão é o sexo: o erotismo que irrompeu no cinema brasileiro de uns anos para cá".

Fauzi Mansur, desde a reconstituição histórica de Sedução, da trama psicológico-policial de A noite das fêmeas e neste O mulherengo, mostra-se como um praticante deste cinema mais do Luxo que do Lixo, ou, como poderíamos dizer, de um luxo extraído do lixo da nossa realidade. Sua câmera tem os mesmos filtros embaçantes dos  filmes de publicidade, as histórias demonstram ser inspiradas na nossa realidade mas somente alguns personagens conseguem se salvar no esquematismo de sua encenação. O mulherengo participa de um componente importante social e psicológico do nosso universo: a obsessão sexual da juventude e o vasto imaginário que daí decorre. A história (ou lenda) do personagem principal do filme encontra abrigo no segmento da nossa cultura que mais afirma o seu lado lúdico e sensual - que é  muitas vezes confundido com o machismo — de liberação da energia vital.   Naufraga no entanto, nas próprias contradições: seu ponto de vista  ético-estético não consegue ocultar a  ineficácia do grotesco e do vulgar contidos na cultura da pornochanchada.(SAS)

Publicada no jornal O Globo em 14 de dezembro de 1977

 

Pra ficar nua...cachê dobrado

 

O Beco dos Aflitos é uma ruela da Cinelândia, entre a Senador Dantas e a Álvaro Alvim, onde se concentra, com os olhos no mercado de trabalho, o pessoal técnico do cinema brasileiro estabelecido no Rio de Janeiro. No primeiro plano do filme, Olívia Pineschi passa pelo local e entra em um prédio - onde é assediada no elevador por um bizarro produtor - chegando até uma suposta agência de "modelos".

A abertura - à guisa de introdução - serviria para demonstrar o verdadeiro sentido deste filme que faz da miséria do nosso cinema, sobretudo da chanchada subpornô que ele ajudou a erigir, o seu significado real. Entre os muitos bons temas que o filme poderia aproveitar - para ficarmos neste caminho - estariam as dificuldades do mercado de trabalho para os eletricistas, maquinistas, o chamado baixo escalão do nosso cinema.

Prefere, no entanto, expor as chagas do seu próprio miserê cultural, como um esmolar que, em vez de permanecer no interior, melhor seria se ficasse na porta do cinema à espera de alguma ajuda. Ou então, como sugere o final do filme, esperar pela  consagração no exterior, como um barato produto semimanufaturado, comercializado por uma multinacional do espetáculo.

Na recepção final, quando é apresentado o trabalho a que certamente melhor se aplicaria o título do filme de Fernando Campos há pouco exibido, o estranho produtor Roberto Valentino brada "que a gente faz um filme e o bonequinho está sempre dormindo, mas quanto mais eles picham, mais dinheiro a gente ganha". Dinheiro ganho de maneira pouco honrada, diga-se de passagem, em cima de baixos salários, cachês reduzidos e escamoteação da mercadoria. Quanto ao bonequinho, talvez ele tenha razão: melhor seria que, sem perda de tempo, ele fosse dormir em outro lugar.(SAS)

Publicada no jornal O Globo em 21 de setembro de 1977

 

Sabendo usar não vai faltar

 

Hoje que esta crise parece se não de todo ao menos em parte superada, considerando-se as novas produções que estão sendo lançadas e outras que o serão brevemente, percebe-se melhor as suas implicações e o seu caráter transitório.

Na verdade, o relativo sucesso das pornochanchadas estava ligado ao fato de sua produção pertencer em grande parte aos exibidores que, por possuírem um canal direto com o público e desfrutarem da possibilidade de realizar filmes com custo extremamente barato, usavam e abusavam deste vazio cultural. Sabendo usar não vai faltar pertence, ainda que tardiamente, a este caso.

Sua idéia mais original está contida em seu primeiro episódio, que se poderia interpretar como uma versão mais jovem  de As tentações do Dr. Antônio - segmento de Fellini em Bocaccio 70 – sobretudo se considerarmos as características do seu personagem, um office-boy de uma agência de publicidade.

 Entretanto, o problema está mais no tratamento da história do que no  argumento, onde sempre se procura o grotesco e o caricatural. Para estes realizadores, a cultura de massa é sempre caracterizada por uma deformação e  ao pretender fazer um ridículo das situações eles acabam mesmo é rindo de sua própria miséria cultural. (SAS)

Publicada no jornal O Globo em 31 de agosto de 1977

 

Sete mulheres para um homem só

 

A solução parece bastante simplista Arranja-se um local conveniente. De preferência, pode ser um clube de campo de uma cidade na serra. Os atores e atrizes, geralmente pouco conhecidos, não implicarão em grandes investimentos. 0 clube de campo, através de um sistema de merchandising, que compreende sua menção nos créditos de apresentação do filme, cede gentilmente as instalações. Estão criadas, assim, as condições para o surgimento de mais uma pornochanchada nacional.

O argumento, como sói acontecer com outros exemplares do gênero, parece tributário da dramaturgia do teatro-revista da Praça Tiradentes, despojado de seu conteúdo mais critico e irreverente. Nenhum elemento de ligação entre as seqüências, a não ser a velha fauna de tipos e personagens estereotipados e caricaturais, entremeados com assaltos perpetrados por bandidos(as) mascarados(as) a boutiques e postos de gasolina.  (SAS)

Publicada no jornal O Globo em 8 de maio de 1977

 

Tarzann, o bonitão sexy...

 

O letreiro inicial informa que "90% das cenas foram rodadas nos estúdios Adelana". As restantes foram realizadas na Restinga de Marambaia, num convescote de fim de semana, entre banhos nem sempre agradáveis em suas águas com areia lodosa e cheias de óleo. A história é de uma expedição em busca do rei das selvas. 0 chefe do grupo usa um chapéu de legítimo caçador branco na floresta africana e a Jane, um colar de havaiana.

Nesse passeio turístico, Nilo Machado deixa passar a sua visão colonizada, deformada, que poderia ser resumida como uma piada ruim e sem graça. Planos sem sentido sublinhados por canções ao redor de uma fogueira, conversas desconexas e sem sincronismo labial, enquadradas por uma câmera fixa e incapaz de se mover, por sofrer de catatonismo e patetice. Legítimo cultor do nosso expressionismo caipira, Nilo Machado - argumentista, roteirista, produtor, diretor, compositor de algumas músicas do filme e seu montador - pode enfim se considerar um comerciante realizado: ele é um dos poucos cineastas que consegue exibir e ainda ganhar dinheiro com seus filmes de fundo de quintal.

Publicada no jornal O Globo em 11 de março de 1978

 

Sérvulo Siqueira